Nuvem Musical

Longa Caminhada

O sonho de todo jovem - principalmente aqueles que levam uma vida difícil em comunidades carentes - ao se apaixonar pelas rimas e pelas batidas do hip-hop é escrever as próprias letras, gravar o seu tão cobiçado disco e ser respeitado pelos veteranos. Quando ouvi pela primeira vez os toques iniciais de teclados - seguidos por riffs de guitarra - do rap Lose Yourself, as palavras proferidas na seqüência por Eminem na introdução da música pareciam ter um endereço certo: a cognição de um rapaz batalhador e cheio de idéias na cabeça (eu).

O autor dos versos, Marshall Mathers, parecia me interrogar ao dizer: "Olha, se você tivesse uma chance ou uma oportunidade para ter tudo o que você sempre quis... em um momento, você pegaria ou deixaria escapar?". O chamado musical foi a ponte que me conectou ao filme 8 Mile - Rua Das Ilusões (2002), um drama que tem a pulsação e o ritmo de um coração suburbano que bate ponto todos os dias, cumpre seu dever e no fim do expediente só quer curtir um som e se divertir - identificação imediata a partir das imagens de um trêiler de cinema.

Em 2003 (ano de lançamento no Brasil), a experiência que tive ao assistir o longa-metragem foi impactante, pois até então eu nunca tinha visto algo parecido na tela grande: a história de um rapaz pobre, vivendo em meio às dificuldades e o preconceito (seja qual for), que alimenta o desejo de mudar sua condição através da música rap, mas tendo de enfrentar a rivalidade das batalhas de rimas, a hostilidade dos desafetos e o medo do fracasso.

Dirigido por Curtis Hanson e escrito por Scott Silver, 8 Mile é parcialmente inspirado na vida do próprio Eminem que tinha uma relação familiar conturbada e - antes de alcançar o sucesso na indústria fonográfica com a ajuda do produtor Dr. Dre - ele era o que o competitivo american way of life (modo de vida americano) rotula como loser (perdedor, um zero à esquerda). Segundo o diretor, quando recebeu a proposta para realizar o filme, seu interesse era despir o artista de seu alter ego musical Slim Shady e focar no Marshall como pessoa, em sua verdadeira essência, em sua maneira de encarar a dura realidade das coisas, sentimentos, emoções, etc.

Antes do início das filmagens, Mathers passou seis semanas ensaiando com Hanson a dramaticidade necessária que deveria ser aplicada ao personagem principal e para a surpresa de todos... o rapper surpreendeu como ator; um outro fato interessante é que Lose Yourself ganhou um Oscar de melhor canção (isso mesmo, uma composição fora dos padrões tradicionais que normalmente são indicados pela Academia de Artes e Ciências Cinematográficas!!!).

O cenário da trama é Detroit (Michigan - E.U.A.), uma cidade industrial famosa por sua produção automobilística e que já tinha sido retratada em RoboCop (1987) como um lugar de futuro decadente pretes a ser revitalizado. 8 Mile (ouça a música-tema) se passa no segundo ano da década de 2000 cujo índice real de desemprego lá era de 4,5% (hoje gira em torno de 20% ou mais), época em que começava o êxodo de pessoas, o declínio da fabricação de carros naquela região e gradualmente as montadoras foram perdendo força de mercado, transferindo-se para outros países.

Jimmy "B-Rabbit" Smith (interpretado por Eminem) é um metalúrgico que vive com a mãe (interpretada por Kim Basinger) e a querida irmãzinha numa motocasa e - na ausência da figura paterna - trabalha duro para sustentar o lar, além disso têm problemas com sua progenitora que namora justamente um ex-colega de escola do filho. Nas horas vagas ele é um rimador tentando construir com as ferramentas disponíveis (idéias, caneta, papel e sua voz) a oportunidade de mudar a sua realidade. Após se inscrever num concurso de improvisação, Rabbit trava de tanto nervosismo logo no início da competição e desce do palco vaiado pela platéia. No concorrido jogo do rap, o jovem branco é apoiado por seus amigos negros a fim de superar seus medos e tocar a carreira pra frente.

O título do filme é uma referência à estrada homônima que passa por sete bairros do subúrbio de Detroit (no qual Marshall Mathers morou na juventude) e que de certa forma representa a longa caminhada empreendida pelos trabalhadores em sua jornada diária por uma vida digna - o que não é diferente do lugar que eu ou você vive, onde as pessoas acordam cedo e seguem a  via expressa para ganhar seu pão de cada dia num grande centro populacional. Vale a pena conferir a película!

O Reinado De Um Ritmista

Seu nome de batismo era José Gomes Filho, nasceu no berço da pobreza do sertão paraibano, filho de pai oleiro (fabricante de tijolos) e mãe coquista (artista que canta e dança coco: música folclórica nordestina), seguiu os passos de sua progenitora e aprendeu noções de ritmo ainda bem jovem.

Já homem feito foi tocar percussão em orquestra e por fim tornou-se Jackson Do Pandeiro - famoso cantor popular entre as décadas de 50 e 80, dono de uma extensa discografia -, que influenciou intérpretes e compositores como Gilberto Gil, Chico Science, Zé Brown e Lenine (este último sampleou A Cantiga do Sapo na música Jack Soul Brasileiro).

A extraordinária trajetória do pequeno Zé Jack - fã do ator Jack Perrin e de filmes de faroeste - é contada com riqueza de detalhes na biografia O Rei do Ritmo. Escrito a quatro mãos, por Fernando Moura e Antonio Vicente após anos de pesquisa, o livro traça as origens e a vida do cantador e pandeirista sempre fazendo um paralelo com acontecimentos históricos de seu tempo e também se baseando em outras referências que complementam a obra. Você sabia que Bezerra Da Silva, antes de se tornar um sambista famoso no Rio de Janeiro, tocou zabumba com Jackson?

Quando que comecei a ler - a partir da indicação do meu nobilíssimo irmão - a vontade era de devorar as 396 páginas de uma vez só, mas não, preferi degustar devagar como se fosse um bom vinho e mergulhar no fantástico universo do cancioneiro popular brasileiro.

Livros como esse - presente dado por uma pessoa muito especial - deveria ser lido por todos aqueles que gostam de música (independente do rótulo que ela receba e sem preconceito) e que são ávidos por conhecimento. Do Pandeiro pode ser considerado um dos precursores do canto falado, pois era um cantador de embolada popular em sua época, e também o "pai do forró".

Tonicidade

A sílaba tônica do hip-hop sempre foi a atiTUde, ou seja, tu que rima (MC), tu que risca (DJ), tu que dança (Brêiquer), tu que desenha (Grafiteiro), tu que representa e faz acontecer, tu que prestigia e tem proceder.

A cultura hip-hop - que foi ganhando corpo e movimento ao longo de quatro décadas - tem como forte característica o "faça você mesmo", a vontade de criar e se expressar com o mínimo de recursos possíveis. De posse de duas agulhas, há anos o 'H2' é um exímio costurador de retalhos [trechos de gravações musicais ou 'samples'] a tecer sons e efeitos no vai-e-vem dos seus vinis.

O hip-hop virou tendência, pintou seu nome nos muros da história, evoluiu e hoje é estilo de vida: tem uma maneira própria de pensar, de se vestir e de se portar; é irreverente, é contundente, é contestador, é uma arma apontada para a face do torpor. O hip-hop não pára, o hip-hop só cresce, luta para quebrar as barreiras do preconceito, une os povos através de um idioma universal chamado "ritmo e poesia", põe a zona nobre dentro da periferia promovendo o encontro do negro com o branco, pois todos são manos.

Misturando ficção e romance com fatos e personalidades da vida real, o livro O Hip-Hop Está Morto! - escrito pelo artista multimídia Toni C. - narra de maneira dinâmica e esperta a história do personagem Hian Homero Pereira, o Hip-Hop em "pessoa". Tudo começa quando uma estudante de Belas Artes chamada Samara marca um encontro com 'H2', que a conduz para um passeio pelas origens do hip-hop no Brasil. A partir daí, o articulado Hian leciona com maestria a matéria "cultura de rua" para a universitária burguesa explicando, entre tantas outras coisas legais, que criar arte é como recolher "as sobras da feira, o que não presta mais para uns é o que alimenta outros". A inspiração vem do sofrimento e da opressão transformando-se em crônica ritmada.

A obra é interessante por seu didatismo (fazendo o leigo entender o que é hip-hop na essência) e pela linguagem informal muito próxima do sotaque cotidiano (que remete o leitor a um cenário urbano e periférico típico do rep brasileiro). Com um prefácio escrito pelo réper Dexter - importante figura do hip-hop nacional, hoje livre das agruras do sistema carcerário -, as 150 páginas contextualizam e baseam-se em fatos para citar vários nomes de peso que compõem os quatro elementos do 'H2' como Eli Efi (o rimador engajado), K.L. Jay (o mago dos toca-discos), Nelsão Triunfo (o dançador quebra-tudo), Os Gêmeos Gustavo & Otávio (a irmandade do grafite), além de outros.

Assim que iniciei a leitura, fiquei empolgado com o ritmo ágil do enredo e às vezes tinha a sensação de estar assistindo a um filme, tamanha eram as asas da minha imaginação; creio que daria um belo curta-metragem, se bem dirigido e produzido. Cortando para outra cena vêm as perguntas que não querem calar!!! Afinal..., o hip-hop está morto como afirma o título do livro??? Quem seriam seus maiores algozes, a fama e o dinheiro??? Cadê o espírito imortal de resistência e ativismo??? O hip-hop não jaz. Balança entre a consciência e a vaidade, mas no fundo é um guerreiro contumaz.

Agradecimentos a: Jéssica Balbino (jornalista e blogueira) e Toni C. (autor da obra). Valeu pela cortesia!

Retorno Às Origens

"Tudo acontece porque tem que acontecer e dessa maneira profecias vão se cumprindo. Diz a Bíblia que próximo ao fim dos tempos o fanatismo religioso faria com que homens pregassem a palavra de Deus em praças públicas, atualmente é comum assistir a farizeus vendendo "fé e salvação" pela televisão. Será que Jesus Cristo previu que algum dia seria criada uma rede virtual eletrônica de compartilhamento de informações e que através desta se tornaria popular o louvor online (e também a pornografia e o terrorismo)? Enquanto a internet é rentável para determinados grupos a mesma dá prejuízo para outros como os mercados fonográfico e cinematográfico.


Depois do advento do download e do iPod as gravadoras entraram em declínio e aos poucos as pessoas foram perdendo o interesse em freqüentar lojas de discos - que fecharam as portas. A realidade é que álbuns não são mais vendidos como antigamente e sim baixados de graça, muitos artistas independentes - que antes não teriam a menor chance de serem contratados por uma major (grande companhia de produção e gravação musicais), de tocarem na rádio ou aparecerem na T.V. - ganharam visibilidade por meio de seus sites e blogs, fecham shows por e-mail e ainda chamam atenção da grande mídia. Em outras palavras, o world wide web acabou com o glamour do showbusiness e mudou a forma de se lidar com a comercialização e produção musicais.

Conceitualmente falando pode-se dizer que houve um retorno às origens, pois até a década de 1940 as músicas eram trabalhadas em compactozinhos de vinil 45 rpm (uma canção no lado A e outra no lado B), com o surgimento do longplay a obra de um(a) cantor(a) ou banda passou a ser composta por pelo menos uma dezena de gravações em um único suporte (o discão de 33 rpm) - eis aí a consolidação de uma carreira ligada à discografia. Já na era internética um single promove uma idéia e um E.P. diz tudo. Há músicos consagrados que são contra todas essas inovações digitais e tecnológicas, mas eu pergunto: existiriam milionárias turnês mundiais se não tivessem criado os navios e os aviões? Ou seja, logística depende de transporte!"


por GUSTAVO NOBIO

Estrela Da Periferia

Rimando de maneira pouco convencional e dono de um estilo espontâneo e prosaico, o réper Sabotage (1973-2003) era um precioso diamante bruto que montava seu quebra-cabeça verbal com muita sagacidade e inteligência. Autointitulado "maestro do Canão" (favela da zona sul da cidade de São Paulo), o mano tinha um raciocínio rápido que exigia do ouvinte uma audição atenta - como quem aprecia um concerto sinfônico ligado nos movimentos do regente -, pois suas ousadas divisões silábicas e rimas assonantes transformavam seus discurso num dialeto próprio ou em enredados versos sobre banditismo.

As crônicas periféricas de Mauro Mateus dos Santos (nome de batismo) estão eternizadas no único álbum-solo lançado em vida, "Rap É Compromisso"* (2002) - produzido por D.J. Zé Gonzales, Daniel Ganjaman e R.Z.O. (Helião e Sandrão). As letras refletem o cotidiano violento e sem perspectivas vivido por tantos jovens negros que nascem e crescem nos guetos brasileiros - lugar estigmatizado pelo tráfico de drogas, confronto armado e disputa por território. O C.D. tem participações de vários emecês e cantores como Rappin Hood (na faixa "A Cultura"), Negra Li (na faixa-título*) e outros; Gustavo Black Alien, na faixa "Um Bom Lugar", e Alexandre Chorão (da banda Charlie Brown Jr.), na faixa "Cantando Pro Santo".

Em 24 de janeiro de 2003, o cumpádi Sabot foi vítima fatal da violência que narrava com tanta propriedade em seus reps - um pai de família que também era fruto de um ambiente onde convivia com "mil trutas e mil trêtas". O artista foi-se rápido feito uma estrela cadente, mas embora o homem tenha partido, nasceu um mito; tornou-se uma lenda da música rep do Brasil. Seu talento não se limitava apenas às rimas do hip hop, junto do coletivo Instituto comprovou sua versatilidade como um autêntico contador de histórias cantando na levada do samba com sutileza e malandragem. Basta ouvir "Cabeça de Nêgo" (música de Rica Amabis e Tejo Damasceno; letra de M. Mateus) e "Dama Tereza" (música e letra de M. Mateus) - faixas integrantes do álbum "Coleção Nacional", lançado pelo Selo Instituto em 2002. Sabotage agora vive no panteão, é um "b.o." para a eternidade!

Cena do Crime: O Hip Hop Está Morto!

Quem matou o hip hop? Quem armou emboscada para o hip hop? Em que treta o hip hop se envolveu para ser alvejado à queima-roupa? Será que o hip hop simulou a própria morte para retornar mais forte?

Falando a língua do rap, o hip hop sempre foi um gênero musical contestador e cheio de atitude, seja pelos temas de suas canções ou pela postura adotada por seus artistas. Desde que o termo "hip hop" foi criado por Afrika Bambaataa em 1968, a manifestação cultural - cujos elementos são a arte do grafite, a dança break, a discotecagem ousada e criativa e o 'ritmo e poesia' - atravessou o década de 1970 restrita à juventude negra dos burgos novaiorquinos.

A partir de 1980 a música irreverente desenvolvida por rimadores e disc-jóqueis começou a chamar a atenção das gravadoras, que passaram a contratar aqueles que mais se destacavam e com maior potencial para a produção e comercialização de long-plays; o ápice da popularidade e do sucesso comercial aconteceu de 1990 em diante, época em que muitos DJs e MCs foram lançados ao estrelato. Nesse período, musicalmente o hip hop evoluiu bastante e conquistou o respeito de vários músicos, críticos e formadores de opinião - além de atrair um grande público consumidor: jovens brancos de classe média. Na mira dos holofotes da mídia, as ondas sonoras do rap propagaram-se pelo rádio, pela tevê e no cinema; rappers ficaram famosos no mundo inteiro, colheram louros, ganharam muito dinheiro e também se envolveram em graves estorvos - gerando polêmicas que os tornaram alvos da lei.

Certamente, a fase mais conturbada do hip hop - no que concerne a questões comportamentais - foi entre os anos de 1993 e 1997, momento em que havia muita rivalidade entre certos astros da rima, uma tremenda guerra de egos explícita nas letras do beligerante gangsta rap (o rep bandido). Dois ícones foram vítimas do ódio que eles pregavam: Tupac Shakur e Notorious B.I.G., ambos descansam em paz há mais de 10 anos. Já em outra vertente, positive rap (o rep positivo) pregava mensagens otimistas e bem humoradas - do qual os grupos De La Soul e A Tribe Called Quest são as referências mais citadas, cultuados até hoje. Chuck D. & Public Enemy e KRS-One & Boogie Down Productions entraram para a história do rap como artistas extremamente articulados e politizados. Em terras tupiniquins, M.V. Bill, G.O.G., Thaíde & DJ Hum, Câmbio Negro e Racionais MCs são nomes que alcançaram importância significativa entre os adeptos do "movimento" - deixando uma marca registrada na "calçada da fama" do rep nacional.

Seja no Brasil ou no exterior, surgiram diversos rapeadores entre o fim da década de 80 e o início de 2000, com o tempo o rap deixou de ser um produto exclusivo dos guetos e favelas, a era digital e a proliferação da rede mundial de computadores permitiram que qualquer moleque (mesmo sem o talento nato) pudesse produzir o próprio som num quarto de apartamento. Artisticamente falando, o hip hop começou a dar sinais de desgaste por volta de 2005, (apelidado de "hip-pop" por gente de ouvidos aguçados) virou música de playboy ou trilha sonora de festas em boates freqüentadas por pessoas de alto poder aquisitivo. Levando em consideração que rap é música popular, não vejo nenhum problema no fato de ter se tornado um hit e cair nas graças do povo, a verdade é que ele se "prostituiu" e o nível de criatividade baixou.

Aqui no país temos excelentes letristas e intérpretes de música rep, mas o hip hop brasileiro ainda é subserviente ao norte-americano e não atingiu seu grau máximo em originalidade. A formação da identidade nacional depende de um profundo entendimento da nossa realidade e de estarmos intimamente ligados à nossa cultura. Observando atentamente o cenário atual percebe-se que a verdadeira essência do hip hop "morreu", hoje é cada um por si e ninguém ajuda ninguém; a vaidade excessiva, o egocentrismo e a ganância deram margem para desavenças que fizeram do rep um ringue de box - levando a nocaute a autenticidade musical, vencida pelo "emcee caricato" que se veste de clichês e tira onda com seu estilo gigolô.

Dia D: Free Download | ♫ "PoDu EP"♫

PoDu EP: ExperiênciaPositiva (clique na imagem para fazer o download) é um álbum virtual - 100% independente - inteiramente composto e interpretado por Rimano Grão-Notável, produzido por Gusnob Mac Lou e Bruno Marcus. O primeiro trabalho fonográfico do projeto Potente Durâmen foi gravado no estúdio Tomba Records (Niterói - R.J.) entre o outono de 2009 e o verão de 2010.

A proposta do núcleo musical - que absorve influências de afro-beat e de M.P.B. - é ir além das fronteiras do hip hop tradicional através de uma linguagem expressionista, abrindo as portas para uma percepção mais ampla de mundo. O objetivo é expandir a mente e não ficar preso a estereótipos, pois a música que surte efeito - a que tem balanço - implica sutis rupturas da noção de tempo, fontes de prazer e diversão. A seguir, a lista das 07 faixas!

"IntroPoDu (Potente Durâmen)"

Vinheta introdutória estilo funk-soul com um bordão enfático: "Po-ten-te Du-râ-men".

"Avançar Com Ímpeto"

Poesia declamada sobre uma base de rhythm and blues que fala de otimismo mesmo tendo de enfrentar um cotidiano estressante.

"Quebra De Silêncio!"

Fusão de rep, samba e maracatu cuja letra critica aqueles que falam mal - sem nenhum conhecimento de causa - da música feita por DJs e MCs.

"Melanina Em Pauta"

Crítica contundente ao preconceito racial e à perda da identidade das raízes africanas.

"Dia De Decisão"

A música que melhor traduz o conceito "expressionismo", onde o intérprete expõe seus sentimentos, emoções, reflexões e anseios.

"Patrimônio Da Natureza"

Confissão de amor e admiração à menina dos olhos de Linkum poeta apaixonado.

"Via Ponte Rio-Niterói"

Crônica de um homem que batalha por seus objetivos, um sonhador com os pés na realidade sempre a persistir na idas e vindas da labuta diária.


Hoje é dia de download!!!

http://www.purevolume.com/potenteduramen


LUTE PELO PODER


♫ "Afros, indígenas e europeus construíram um Brasil multifaces
E contribuíram pro crescimento de um país tropical, desigual e demagógico
Livros ordinários ensinam tudo errado, deflagram guerra de classes
A questão é desprezada e omitem a verdade sobre um passado histórico." ♫

__ Você que renega sua ancestralidade e acha que descende da suposta raça "ariana", saiba que seus antepassados eram negros e mulatos que colheram o café e cortaram muita cana!!!

Ouça com exclusividade a nova música do PoDu: "Melanina Em Pauta".




VIVA ZUMBI DOS PALMARES!

Momento Decisivo!

♫ "(...) A visão que projeto da cidade dá o ritmo do mote
Percorro uma légua, mato um leão por dia para comprar o meu lote
(...)
Um ano voa, passa rápido e hoje nem parece que passei por tanta etapa
Jogada por jogada a gente aprende a colocar todas as bolas na caçapa
(...)
Estudo numa escola onde mó galera estuda e que ninguém se matricula
A partir de ensinamentos que o mundo vai passando é que o aluno se articula (...)." ♫

"Dia de Decisão" [Single Exlusivo]

A Luz...




Os versos de "O Filho da Esperança" surgiram de improviso ao fazer um teste com minha filmadora de bolso. Ficou tão legal que acabei publicando. Assista e ouça a declamação!


Aluno da Velha Escola

Todo homem tem um sonho, mas antes de atingir a fase adulta o garoto talvez já tenha pensado em se tornar... jogador de futebol ou astronauta. Ao crescer, ele se depara com a realidade dura da vida, muda de idéia e por força das circunstâncias segue outro caminho, munido de um "passaporte" para o mercado de trabalho e muitas responsabilidades nas costas. O peso do fardo só é aliviado quando o cidadão dá asas à imaginação e viaja pelo mundo da fantasia através do cinema e da literatura.

Eu - que alimento o gosto por filmes, livros e gibis desde a infância - comecei a escrever as primeiras letras de rap há cerca de vinte anos, época em que M.C. Hammer lançava o antológico álbum Please Hammer Don`t Hurt`Em (de 1990). O ato de compor longos versos rimando entre si - narrando ou contando uma história - de certa maneira teve influência cinematográfica e literária, no que diz respeito à construção de uma idéia poética com início, meio e fim, mas também dando espaço para o elemento surpresa.

Em 1991 o grupo Magrellos - ao lançar o autointitulado álbum por uma gravadora multinacional, produzido pelo D.J. Raffa Santoro - passou a ser no início daquela década uma forte referência de rep brasileiro, o que me motivou a continuar criando minha coleção de rudimentares escritos juvenis em ritmo cadenciado. O vídeoclipes do Run DMC também causaram em mim um grande impacto visual e sonoro, além daquela atitude tipicamente hip hop. Rapidamente entrei pro time e vesti a camisa.


Nos anos seguintes o discurso do emecê de Niterói começou a amadurecer, conforme eu ia bebendo na fonte dos álbuns Shorty The Pimp (1992), do Too Short, e Raio-X Brasil (1993), dos Racionais MCs. Entre 1994 e 1995 - sob o codinome G. Altyvo - realizei as primeiras gravações para demosntração (as velhas fitas K7 demo); de 1996 a 1998 participei de festivais de canção estudantil como intérprete e compositor e hoje... estou aqui, aqui estou com muito fôlego (morou?), mandando ver altivamente a todo vapor, rimando sem parar rumo ao alvor.

Voltando no tempo, me recordo de um evento que aconteceu sob os arcos da Lapa (R.J.) no fim dos anos 90: a emoção de conhecer Thaíde & DJ Hum no camarim e depois invadir o palco ao som de "Sr. Tempo Bom". Como já dizia o cronista da periferia GOG: "Nosso dia a dia pode ser melhorado/Há várias formas de ser respeitado".

Foto: G.N. no Festival da Canção Estudantil, promovido pela Rádio MEC - 12/11/1996.


V.P.R.N. (Download do Novo Single)

"O ritmo da sobrevivência é surreal de tão pauleira
A gente bate cabeça no concreto ou na madeira
E aprende na marra de qualquer, de qualquer maneira
Nas ruas, sábado, domingo, de segunda a sexta-feira...

...Via Ponte Rio-Niterói a vida segue
Superando dificuldades, a vitória se consegue
Tudo que eu preciso é da preciosa chance
Se há perseverança, eu salto e chego ao alcance
De-sis-tir nem pensar..., desistência nem pensar por mais que eu me canse."



Faça o download gratuito do novo single (música de trabalho): http://PotenteDuramen.Bandcamp.com/track/Via-Ponte-Rio-Niteroi


Dignos DeJotas

PoDu agradece aos DJs Miguel "Cheech" Stavele (Mixtape 21 - Brasil) e Kerem Gokmen (Dubmission - E.U.A.) - profissionais a serviço da propagação de música de todas as tribos e de novas tendências - pelo apoio incondicional aos artistas alternativos. Eles exercem um papel importante como difusores pelo amor à arte e não trabalham exclusivamente em função do dinheiro (ou do famigerado jabá). O brasileiro e o turco são os primeiros disc-jóqueis a tocar em seus respectivos programas de rádio o rep "Quebra de Silêncio!", que mistura batida hip hop com percussão de samba e alternância de ritmo maracatu. Portanto, recomendo a audição!!!

Worthy DeeJays

PoDu thanks to DJs Miguel "Cheech" Stavele (Mixtape 21 - Brazil) and Kerem Gokmen (Dubmission - U.S.A.) - professionals in the service of the spread of music from all tribes and new trends - by the unconditional support to alternative artists. They have an important role as diffusers because the love of art and not exclusively a function of money (or in return for favors). The Brazilian and Turkish are the first deejays to play in their respective radio shows the rap song "Quebra de Silêncio! (Break the Silence)", that mixes hip hop beat, samba percussion alternating with maracatu folklore rhythm. Therefore, I recommend listening!!!



> DJ Cheech - Podcast de março de 2010: http://www.groovalizacion.com/article360.html
  1. Joao Brasil- Two rinocerontes bill (the beatles X mc bill and mc bolinho)
  2. Joao Brasil- 15 steps for oludum (radiohead X Oludum)
  3. Mombojo - Sem Nome.(Gravado no programa "Estudio em Casa")
  4. Potente Duramen- Quebra de silencio
  5. Bando Afromacarronico- Mosquitinho de velorio(psilosamples remix)
  6. Bahiana sound system feat.Lucas Santtana- O carnaval quem e´que faz?
  7. Recombo+HD Mabuse- Paris,maio de 68
  8. Akira- Simples
  9. Nina Becker - O bom veneno
  10. Moveis colonias de acaju- Bem natural

> DJ Kerem - Programa nº 594 (parte II): http://dubmission.podomatic.com/player/web/2010-05-02T17_54_30-07_00

Playlist da terceira hora: http://dubmissionbroadcast.blogspot.com/2010/05/dubmission-594.html

Guynamite - Set Free feat. Shea Soul [mukatsuku]
Gilles Peterson's Havana Cultura Band - La Revolucion del Cuerpo (Skinner's owiney singoma mix) [brownswood]
Michael DeVellis - Homey Mango [pockit]
Orgone - Time Tonight [ubiquity]
Ronald Mesquita - Balanca Pema
Joao Donato - O Morro Nao Tem Vez (Onur Engin edit) [cdr]
Forro In The Dark - Just Like Every Other Night [nublu]
Potente Duramen - Quebra de Silencio! [cdr]
Dela - The Thief's Theme [cdr]
Gil Scott-Heron - New York Is Killing Me (re-edit feat. Nas) [cdr]
Declaime - Hungry [someothaship connect - E1 music]
MF Borat - So Good To Me [cdr]
Daru Jones & Kissey Asplund - No Matter What They Say [cdr]



Espécie: PoDu/Tipo de vegetal: musical/Frutos: rimas e batidas/Raízes: poéticas/Procedência: Nikiti City/Desde: Dois-Zero-Zero-Seis

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